20 de fevereiro de 2009

Fruindo o que existe

fruir:
do Lat. * fruere por frui, gozar

v. tr.,
desfrutar;
lograr;
estar na posse de;

v. int.,
gozar.

Fruir.

Fruo sentimentos
normalmente, teoricamente, bons.

Eu fruo o que existe, como ja bem disse Cecília Meireles
Porém como estar certa do que existe?

Eu existo, tu existes, ele existe. Mas o invísivel, que liga o eu ao tu, o tu ao ele e o ele a mim eu já não sei. Se reconheço a possibilidade de não haver ligação alguma, assumo a solidão. E ela não sei suportar. Nada existe além do solido e do singular.
Mas não sei ser singular. Só conheço o plural. Primeira pessoa do plural.

Pluralidade.

Na faculdade aprendi que pluralidade tem haver com várias diferenças num mesmo lugar. Pessoas culturalmente diferentes com mesmos direitos num mesmo país. Etc, etc.

Será que existe pluralidade de sentimentos? Pluralidade de medos? Talvez meu medo é que não exista e eu nada tenha para fruir. Não sei ser sozinha e não sei não fruir.

Mas se há dúvidas o que resta além de devaneios?

Devaneio é o primeiro sintoma da solidão.
Escrever o devaneio é o primeiro sintoma do solitário.

Um comentário:

  1. Acho que no seu caso, a única coisa a temer é o próprio medo.

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Devaneie.